Minhas Canções.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nagô

Nagô - adj. Nome que se dá ao iorubano ou a todo negro da Costa dos Escravos que falava ou entendia o Ioruba. Migeod (The Langs, of West Afri. II, 360) assinala que nagô é nome dado, no Daomé, pelos franceses ao iorubano: do efé anagó.
Os portugueses construíram em 1498 o forte São Jorge da Mina, ou Feitoria da Mina, ou Mina, no Gana, um posto estratégico na rota dos europeus ao litoral da África Ocidental, onde os cativos eram mantidos à espera de transporte para o Novo Mundo.
O tratado de paz de 1657 assinado pela Rainha Nzinga Mbandi Ngola e a coroa portuguesa através da mediação do Papa Alexandre VII, encerrou a guerra no império do Congo e o tráfico escravista europeu na região.
No que se refere ao Brasil, o tráfico irá paulatinamente se deslocar em direção a chamadas costa da Mina, onde se localizava o Império do Daomé e o reino de Ardra, vinculados ao império Oyo - Ioruba ou Nagô, segundo (Verger) no final do século XVII e início do século XVIII entre os anos de 1681 a 1710 um grande número de embarcações carregadas de fumo foram para Costa da Mina e Angola.
O fumo (tabaco) da Bahia era muito apreciado pelos africanos. Esse fumo que era rejeitado pelos europeus que o achavam de má qualidade, era destinado aos traficantes de escravos e tornaria Salvador capital mundial do tráfico de escravos.
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Introduzidas no Brasil com a escravidão, as culturas africanas imprimiram, cada uma com suas peculiaridades e em diferentes graus, marcas profundas em quase toda a extensão da alma e do território brasileiro. E na Bahia essa presença - que se recria hoje em importantes instituições como as comunidades terreiro - é devida basicamente à cultura dos nagôs, que vinda da África Ocidental, foi entre o fim do século XVIII e o fim do século XIX, das últimas a serem escravizadas no Brasil.
Kètu, Egba, Egbado e Sabé são alguns dos segmentos nagôs que vieram para a Bahia provenientes da grande área iorubá que compreende sul e centro da atual República de Benim, ex-Daomé; parte da República do Togo: e todo sudoeste da Nigéria. E todos eles - com destaque para os Kètu contribuíram decisivamente para e implantação da cultura nagô naquele Estado, reconstituindo suas instituições e procurando adaptá-las ao novo meio, com o máximo de fidelidade aos padrões básicos de origem, fidelidade essa em parte facilitada pelo intenso comércio que se desenvolveu entre a Bahia e a costa ocidental da África durante todo o século XIX até os primeiros anos que se seguirem à Abolição.
Para entender o predomínio da etnia yorubá-nagô na Bahia é necessário recordar que, nas últimas décadas do tráfico negreiro, um enorme contingente de escravos dessa região foi trazido para Salvador. Nesse momento, os núcleos familiares também não foram tão desmembrados como no início da escravatura, permitindo uma maior manutenção da cultura e dos costumes.
Nos dizeres de Edison Carneiro, no clássico “Candomblés da Bahia”: "Os nagôs logo se constituíram numa espécie de elite e não encontraram dificuldade de impor à massa escrava a sua religião". E complementa: "Quanto aos negros muçulmanos (malês), uma minoria entre as minorias, que poderiam ser êmulos(rivais) dos nagôs, pelo seu sectarismo, afastavam não só os escravos como toda a sociedade branca". A própria Mãe Aninha Obá Biyi era filha de um casal de africanos da etnia grunci, os negros Aniyó e Azambiyó, mas fora iniciada no candomblé pelos nagôs da Casa Branca do Engenho Velho. A presença de Xangô, seu orixá, solidificou ainda mais as tradições iorubás em sua trajetória.
Fonte: Wikipédia

12 comentários:

  1. Lua eu adorei esta postagem, muito bom mesmo obter informações principalmente deste povo tão querido, beijos Luconi

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    1. Agradecida amiga, pelas palavras.
      Beijinhos de luz.
      Lua.

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  2. Oi Lua, sempre bom saber um pouquinho mais sobre essa cultura e etnia.
    Eu trabalhei alguns anos na Umbanda, e admiro demais os negros com sua sabedoria, assim como os indígenas também.
    Beijos e bom fim de semana!

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    1. Querida Isa Mar, esse povo milenar, tem muito a nos ensinar.
      Beijinhos de mar.
      Lua.

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  3. Olá Lua, adorei este seu post, muito bom.Eu adoro história, é sempre muito gratificante saber as origens de certas coisa.
    Desejos de um fim de semana lindo.
    Beijinhos de búzios do mar.
    Ana Maria

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    1. Agradecida amiga pelo carinho e pela bela amizade que me brinda todos os dias.
      Beijinhos de conchas do mar.
      Lua.

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  4. É tão bom aprender!!!!
    Ainda mais sobre Isso, pois acaba-se misturando com a história do Brasil, mostrando um pouco a origem da raça brasileira e sua cultura tão diversificada.
    Já é sábado de madurada aqui.
    Quase duas da matina.
    Recebi suas mensagens e viu responder...
    Só vai demorar pouquinho pra responder rs
    Semana difícil rs.
    Beijos

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    1. Amigo eu entendo, sem problemas ok
      Estava sem net, só agora a tarde de sábado que restauraram, rsrsrs, acho que já é domingo por ai, rsrsr

      Beijinhos de carinho.
      Lua.

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  5. Obrigada por dividir tantas informações, beijo Lisette.

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    1. Fico feliz que tenha gostado amiga.
      Beijos de paz.
      Lua.

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Peço que se identifique, pois comentário ANÔNIMO é igual chamada restrita, você não sabe da onde vem e como retribuir.

Bençãos da Deusa.
Blessed be!!
Lua.