Minhas Canções.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Jeje

Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino de Dahomey levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos - como fon, ewe, fanti, ashanti, mina - ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje (do yoruba ajeji, 'estrangeiro, estranho'), designação que os yoruba, no Daomé atribuíam aos povos vizinhos. Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.
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História
Assim, como os Nagôs ou yorubas, os Jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.
A palavra djedje (jeje) recebeu uma conotação pejorativa, como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” ("Olhem, os jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil ou Nação Jeje.
Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi [pron. marri], foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou:
um templo para Dan; Kwé Cejá Hundé, mais conhecido como a Roça do Ventura ou Pó Zehen [pó zerrêm] de Jeje Mahi, em Cachoeira e São Felix;
um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum, em Salvador;
um templo para Ajunsun, que não se sabe por que não foi efetivamente criado. Esse é o segmento Jeje Mahi do povo Fon.
No Maranhão encontramos a Casa das Minas, fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferretti. É com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje Mina.
Ainda no Maranhão encontramos a Casa Fanti Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira (Talabian). Esse é o segmento jeje Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana, que inicialmente teria ligações com o Sítio de Pai Adão, da Nação Nagô-Egbá.
Ritual
Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.
Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos "kpamahin", e alguns animais que são muito importantes no culto.
Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado.
A iniciação ao culto dos voduns é complexa, longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro humpagme, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetidos a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.
Fonte da pesquisa: Wikipédia

6 comentários:

  1. Que bella historia, así sabemos y aprendemos de donde venimos. Porque la esencia siempre queda. Hoy es el día internacional del libro y aquí en cataluña-españa además se entrega una rosa. La tradicción es esta; la chica le regala un libro al chico y el chico a la chica una rosa del color que sea. Pero ahora la chica también puede tener libro y rosa y a la inversa. Espero me hayas entendido.

    Besitos de rosa de mil colores con mi cariño, pasa una linda semana.

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    1. Dia internacional do livro. Que tradição bonita essa de presentear livros e receber rosas, amei amiga saber um pouquinho mais da tradição Cataluña.

      Espero que tenha um lindo dia e que ganhe várias rosas e quem sabe alguns livros.
      Beijinhos de brisa do mar.
      Lua.

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  2. Bom Dia amiga,Lua!!!
    Passando pra te desejar tudo de bom.
    Deus te abençõe!Bjs no core.

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    1. Agradecida amiga.
      Beijos de estrelas.
      Lua.

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  3. Adoro os Deuses do Candomblé(Afro-Brasileiro),aqui no Brasil são divididas em nações, e a do Jeje é uma que exite poucos terreiros(Brasil). Assim como em todos os povos o Africano nos deixou grandes riquezas em sua cultura,arte,gastronomia e a religião. No qual esta foi perseguida anos,e ainda sofre a iintolerancia religiosa.
    Amiga você é uma pessoa que sem preconceito coloca aqui sobre vários temas ao que se refere aa religião.
    Maravilhoso este texto.
    Bjos.

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    1. A cultura e as sabedorias do "povo do candomblé", são imensas.
      Temos muito que aprender ainda. Amo a culinária pois é rica e muito saborosa.
      Agradecida pelo carinho amiga.
      Beijinhos de dada da costa.
      Lua.

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Peço que se identifique, pois comentário ANÔNIMO é igual chamada restrita, você não sabe da onde vem e como retribuir.

Bençãos da Deusa.
Blessed be!!
Lua.