Minhas Canções.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Anencefalia

Foto de um ultrassom em 3D- Wikipedia  
Foi aprovado pelo Superior Tribunal Federal a Lei do Abordo para gestante que estão gerando um feto com Anencefalia. mulheres que decidem abortar fetos anencefálicos e médicos que provocam a interrupção da gravidez não cometem crime. A maioria dos ministros entendeu que um feto com anencefalia é natimorto e, portanto, a interrupção da gravidez nesses casos não é comparada ao aborto, considerado crime pelo Código Penal. A discussão iniciada há oito anos no STF foi encerrada em dois dias de julgamento.
É claro que isso não agradou muito gente,muitos grupos foram contra o projeto, os religioso principalmente, etc,etc,etc. Prefiro não comentar. Cada um tem direito a sua opinião.
Fiquei muito feliz pela aprovação. Pois acho uma extrema crueldade para uma mãe em vez de se preparar para comemoração da vida, ter mais ou menos 8 meses programando um funeral. Pois as grávidas com fetos com anencefalia precisavam de autorização judicial para realizar o aborto, e isso demorava.
Não existe cura ou tratamento padrão para a anencefalia e o prognóstico para estes pacientes é a morte. A maioria dos fetos não sobrevivem ao nascimento, o que corresponde a 55% dos casos não abortados. Quando a criança não é um natimorto (nasce sem vida), ela geralmente morre de parada cardiorrespiratória em poucas horas ou dias após o nascimento.

A decisão final é da gestante ela é que opta por interroper ou não e isso, desculpe quem não aceita, é problema somente dela, pois a Gestante sabe o que esta sentindo nesse momento, muitas desejaram muito a gravidez, então espero que não julguem, pois como já disse antes pré-conceito ou preconceito de determinados assuntos ou atitudes é péssima companhia.
Abraços de paz.
Lua.
Clique abaixo e saiba mais sobre Anencefalia
A anencefalia é uma malformação rara do tubo neural, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente de defeito de fechamento do tubo neural nas primeiras semanas da formação embrionária.
Ao contrário do que o termo possa sugerir, a anencefalia não caracteriza casos de ausência total do encéfalo, mas situações em que se observam graus variados de danos encefálicos. A dificuldade de uma definição exata do termo "baseia-se sobre o fato de que a anencefalia não é uma má-formação do tipo 'tudo ou nada', ou seja, não está ausente ou presente, mas trata-se de uma má-formação que passa, sem solução de continuidade, de quadros menos graves a quadros de indubitável anencefalia. Uma classificação rigorosa é, portanto quase que impossível".
Na prática, a palavra "anencefalia" geralmente é utilizada para caracterizar uma má-formação fetal do cérebro. Nestes casos, o bebê pode apresentar algumas partes do tronco cerebral funcionando, garantindo algumas funções vitais do organismo.
Trata-se de patologia letal. Bebês com anencefalia possuem expectativa de vida muito curta, embora não se possa estabelecer com precisão o tempo de vida que terão fora do útero. A anomalia pode ser diagnosticada, com certa precisão, a partir das 12 semanas de gestação, através de um exame de ultra-sonografia, quando já é possível a visualização do segmento cefálico fetal.
O risco de incidência aumenta 5% a cada gravidez subsequente. Inclusive, mães diabéticas têm seis vezes mais probabilidade de gerar filhos com este problema. Há, também, maior incidência de casos de anencefalia em mães muito jovens ou nas de idade avançada. Uma das formas de prevenção mais indicadas é a ingestão de ácido fólico antes e durante a gestação.
Embriologia
A anencefalia é um dos três principais defeitos do tubo neural (DTN). Os outros são a encefalocele e a mielomeningocele. Os defeitos do tubo neural resultam de uma falha no fechamento do tubo neural que ocorre entre 25 e 27 dias após a concepção.
Sinais e sintomas
Um recém-nascido com anencefalia geralmente é cego, surdo, inconsciente e incapaz de sentir dor. Embora alguns indivíduos com anencefalia possam nascer com um tronco encefálico, a falta de um cérebro funcionante descarta a possibilidade de vir a ter consciência e ações reflexas, como a respiração e respostas aos sons ou toques.
Diagnóstico
Imagem de ultrassom de um feto com anencefalia
A anencefalia frequentemente pode ser diagnosticada no pré-natal através de um exame de ultrassom. O diagnóstico ultrassonográfico tem alta acurácia e é baseado na ausência do cérebro e da calota craniana. Outra característica que pode ser observada na ultrassonografia é a polidramnia, que ocorre em até 50% dos casos durante o 2º e 3º trimestres de gestação devido à menor deglutição do feto.
A dosagem de alfafetoproteína (AFP) sérica materna [6] e o ultrassom fetal[7] são úteis para rastreio de defeitos do tubo neural como espinha bífida ou anencefalia.
Às vezes a anencefalia não é diagnosticada, pois o feto acaba evoluindo para aborto espontâneo. Em outros, principalmente em mulheres que não têm acesso ao pré-natal, a doença é diagnosticada apenas durante o parto.
Prognóstico
Não existe cura ou tratamento padrão para a anencefalia e o prognóstico para estes pacientes é a morte. A maioria dos fetos não sobrevivem ao nascimento, o que corresponde a 55% dos casos não abortados. Quando a criança não é um natimorto (nasce sem vida), ela geralmente morre de parada cardiorrespiratória em poucas horas ou dias após o nascimento. [8][9]
Entretanto, já existiram casos relatados de anencefalia que os pacientes sobreviveram até 2 anos após o nascimento.
Marcela de Jesus, caso raro e polêmico de diagnóstico de anencefalia que teve 20 meses de vida extra-uterina
Em um caso que se tornou famoso no Brasil (ocorrido no Município de Patrocínio Paulista), uma criança diagnosticada como anencéfala viveu por um ano, oito meses e doze dias após o nascimento. A menina, batizada de Marcela de Jesus Galante Ferreira, nasceu no dia 20 de novembro de 2006 e morreu no dia 31 de julho de 2008. Marcela não tinha o córtex cerebral, apenas o tronco cerebral, responsável pela respiração e pelos batimentos cardíacos. A menina faleceu em consequência de uma pneumonia aspirativa.
O caso gerou divergências: alguns especialistas, baseados na deficiência de uma definição exata do termo "anencefalia", levantaram a hipótese de que a menina na verdade sofria de uma malformação do crânio (encefalocele), associada a um desenvolvimento reduzido do cérebro (microcefalia). Outros afirmam que o que houve, na verdade, foi uma forma "não clássica" de anencefalia, como avaliou a pediatra da menina, Márcia Beani Barcellos, profissional que mais acompanhou o caso. Segundo Márcia, a sobrevivência surpreendente de Marcela foi "um exemplo de que um diagnóstico não é nada definitivo".
Pesquisa: Wikipedia

18 comentários:

  1. Parabéns pelo excelente post! Concordo com tudo que você escreveu! Grande e carinhoso abraço! Excelente terça-feira!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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  2. Olá amiga.
    Acho que realmente fica a critério da mãe continuar ou não com a gravidez num caso como esse.
    É uma situação única, muito delicada.
    Beijos

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    1. Também acho amigo, uma situação triste e delicada para a família.
      Beijinhos de lavanda.
      Lua.

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  3. Dona Luaaaaaaaaaaa......

    Complicadíssimo esse tema....
    Mas passei pra dizer que sempre espio seu canto, nem sempre consigo comentar, conexão pessima...

    bjsssssss meussssss


    Catita

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    1. É sempre uma alegria te receber amiga.
      Beijos de estrelas.
      Lua.

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  4. Ola minha querida,
    é tudo muito triste nao é?Enfim venho desejar uma linda semana !!
    beijocas millllllllll

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    1. Oi amados amigos, é sempre uma magia a visita de vocês.
      Beijos de fadas.
      Lua.

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  5. Amiga Lua, opiniões à parte, concordo consigo, ninguém tem o dever moral de julgar ninguém, além do mais que esta terrível doença só faz sofrer os pais que dantes não tinham hipóteses de interromper a gravidez a tempo, e se viam a braços depois do nascimento dos seus filhos, com a morte inevitável. Para mim, esta foi uma decisão acertada do ponto de vista emocional e humano, embora a última palavra seja sempre dos pais, penso que isto irá servir como um tipo de apoio psicológico para a família, que convém referir fica sempre, independentemente da decisão tomada abalada com este acontecimento.
    Beijinhos de luz!
    Ana Maria

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    1. Pois é amiga, o ser humano tem mania de sair julgado tudo e todos e, muitas vezes não sabem nem o que ta falando.
      A situação é única e muito triste para a família.
      Beijinhos de avenca.
      Lua.

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  6. Lua concordo contigo,embora seja muito complicado e doloroso,concordo plenamente com a interrupção da gravidez,em todos os casos que a criança que ira nascer não ter uma esperança de uma vida plena.
    É de respeitar sem condenação,o que os pais decidirem fazer.
    Mil beijokas
    Maria

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    1. Oi amada, agora ficou mais fácil para os pais decidirem.
      Decisão somente deles.
      Beijos de paz.
      Lua.

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  7. Oi, Lua!

    É um tema polêmico porque nenhuma decisão agrada a todos completamente. Eu sou da opinião que ninguém melhor do que a própria gestante, a mãe, pra dizer se quer ou não interromper a gravidez. Levar uma gravidez adiante envolve outras pessoas também pois quando acontece dessas crianças conseguirem sobreviver, o que será delas depois? Os pais cuidam pra sempre? Os pais não morrem? E depois, como fica? Um ser humano jogado aos cuidados de quem?? Sob a responsabilidade de quem? Isso sem contar o sofrimento que envolve toda essa situação. Sou a favor da vida, mas não de vida quando envolve crueldades, sofrimentos que já sabemos que vão existir. É complexo o assunto, respeito a opinião de todos, aliás, minha opinião é igual à sua, há quem pense diferente.
    Bom, hoje abriu o sol viu? Ah...tudo bem, mas to doida pro frio chegar! To com saudade do frio!

    Beijos de fondue! E boa semana!

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    1. c'est bien de pouvoir avoir le choix...

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    2. Cris amada, agradecida por sua opinião.

      O Sol, chegou por aqui agora a tarde.
      Vamos aguardar o frio, a fogueira e as sopinhas, rsrsrs
      Beijinhos de castanhas.
      Lua.

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    3. Mumu, ter escolha é essencial para a jornada.
      Beijinhos de cristal
      Lua.

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  8. Concordo, acho muito triste uma mãe ficar gerando um filho que sabe que não vai viver, e a cabeça dessa mãe como fica bjs leila

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    1. Agradecida amiga, pela visita.
      Beijinhos de luz.
      Lua.

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Peço que se identifique, pois comentário ANÔNIMO é igual chamada restrita, você não sabe da onde vem e como retribuir.

Bençãos da Deusa.
Blessed be!!
Lua.