Minhas Canções.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Civilização Asteca


* Teotihuacán 
Estamos diante de uma civilização que incorporou a arquitetura, o cálculo, a escrita, e a religião ao seu dia-a-dia. A confederação Asteca, em termos culturais, era uma degeneração de civilizações preexistentes, eles absorveram aspectos dessa cultura incorporando à sua. 
Os Astecas, foram um dos povos mais civilizados e poderosos da América pré-colombiana. Ocuparam como se autodenominaram os habitantes do Vale do México (em uma ilha do Lago Texcoco), vieram para essa região, depois de uma longa e lenta migração. Chegaram de um lugar chamado Aztlán, situado no sudoeste do atual Estados unidos, onde viviam como tribos guerreiras nômades. Desde a Era Cristã, existiam civilizações urbanas, sedentárias e agrícolas na região a exemplo dos toltecas. 
Os últimos a chegar ao refinado mundo do planalto mexicano foram os astecas sedentarizaram-se e mesclaram-se com os toltecas e a partir da aliança feita entre as cidades de Texcoco e Tlacopan, surgiu o "Império Asteca", tendo como centro a cidade asteca de Tenochtitlán. Cada uma das cidades-estados possuía o seu próprio rei, mas os astecas tinham o comando militar na época em que ocorreu a ocupação espanhola, o imenso império só reconhecia um chefe: Montezuma, o imperador asteca. 
A partir de sua capital, Tenochtitlán (hoje a cidade do México, tinha uma população de 400.000 habitantes, na época, maior que qualquer cidade Européia, era uma vasta metrópole cercada de água, como em Veneza, com um labirinto de canais que atravessava em todas as direções), os Astecas controlavam um grande império que incluía quase todo o centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar muito desenvolvida. 
Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. Assemelhavam-se a alguns grupos de indígenas que hoje vivem em pequenas aldeias perto da Cidade do México. 
* Curiosidade: Quase todos falavam a língua Náuatle, que em determinadas palavras assemelha-se ao português, por exemplo; tomate e chocolate, que em Náuatle é tomatl, chocolete.
Teotihuacán
Esta cidade Asteca apresentava um gigantesco conjunto arquitetônico, no qual se destacavam a "pirâmide do Sol" (60m de altura, 225m de lado na base quadrada, resultando em 1 milhão de metros cúbicos de terra revestida de pedra) e a "pirâmide da Lua" (42m de altura, 1600 m² na base). 
Os Astecas construíram a pirâmide dos Ninchos de El Tajin, com 365 ninchos, um para cada dia do ano, e a célebre "pedra do sol", um imenso calendário solar.
Lenda 
Os astecas, de acordo com sua própria história lendária, surgiram de sete cavernas a noroeste da Cidade do México. Na verdade, esta lenda diz respeito apenas aos tenochca, um dos grupos astecas. Esta tribo dominou o Vale do México e fundou Tenochtitlán, que se tornaria a capital do império asteca, por volta do ano 1325 d.C. Conta a lenda que o deus Huitzilopochtli conduziu o povo a uma ilha no Lago Texcoco. Ali viram uma águia, empoleirada num cacto, comendo uma serpente. Segundo uma profecia, este seria o sinal divino para o local da construção de sua cidade. 
Os tenochca começaram com um pequeno templo e logo tornaram-se os líderes da grande nação asteca. A primeira parte da história asteca é lendária. Mas o resultado das escavações arqueológicas e os livros astecas servem de base para um relato histórico verídico. A história possui um registro bastante autêntico da linhagem dos reis astecas, desde Acamapichtli, em 1375, a Montezuma II, que era o imperador quando Hernán Cortés entrou na capital asteca em 1519.
Fonte: http://www.historiadomundo.com.br/asteca/historia-asteca.htm
A religião
Eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e acreditavam que se o sangue humano não fosse oferecido ao Sol, a engrenagem do mundo deixaria de funcionar.
Os sacrifícios eram dedicados a:
* Estátua de Tlaloc nas imediações do Museu Nacional de Antropologia e História, na Cidade do México.
* Huitzilopochtli ou Tezcatlipoca: o sacrificado era colocado em uma pedra por quatro sacerdotes, e um quinto sacerdote extraía, com uma faca, o coração do guerreiro vivo para alimentar seu Deus;
* Tlaloc: anualmente eram sacrificadas crianças no cume da montanha. Acreditava-se que quanto mais as crianças chorassem, mais chuva o Deus proveria.
No seu panteão havia centenas de deuses. Os principais eram vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola. Observações astronômicas e estudo dos calendários faziam parte do conhecimento dos sacerdotes.
O Deus mais venerado era Quetzalcóatl, a serpente emplumada. Os sacerdotes formavam um poderoso grupo social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer previsões e dirigir as cerimônias rituais. A religiosidade asteca incluía a prática de sacrifícios. Segundo o divulgado pelos conquistadores o derramamento de sangue e a oferenda do coração de animais e de seres humanos eram ritos imprescindíveis para satisfazer os deuses, contudo se considerarmos a relação da religião com a medicina encontraremos um sem número de ritos.
Há referências a um Deus sem face, invisível e impalpável, desprovido de história mítica para quem o rei de Texoco, Nezaucoyoatl, mandou fazer um templo sem ídolos, apenas uma torre. Esse rei o definia como "aquele, graças a quem nós vivemos".
A Medicina
A antropologia médica situa o conhecimento mítico-religioso como forma de racionalidade médica se este se constitui como um sistema lógico e teoricamente estruturado, que preencha como condições necessárias e suficientes os seguintes elementos:
Uma morfologia (concepção anatômica);
Uma dinâmica vital ( "fisiologia");
Um sistema de diagnósticos;
Um sistema de intervenções terapêuticas;
Uma doutrina médica (cosmologia).
Pelo menos parcialmente, o sistema asteca preenche tais requisitos. Apresenta-se como teoricamente estruturado, com formação específica (o aprendizado das diversas funções da classe sacerdotal), o relativo conhecimento de anatomia (comparado com sistemas etnomédicos de índios dos desertos americanos ou florestas tropicais) em função, talvez, da prática de sacrifícios humanos mas não necessariamente dependente dessa condição. Há evidências que soldavam fraturas e punham talas em ossos quebrados.
A dinâmica vital da relação tonal (tonalli) – nagual (naualli) ou explicações do efeito de plantas medicinais são pouco conhecidos, contudo o sistema de intervenções terapêuticas através de plantas medicinais, dietas e ritos são evidentes. A doutrina médica tradicional por sua vez, também não é bem conhecida.
No sistema diagnóstico encontramos quatro causas básicas: Introdução de corpo estranho por feitiçaria; Agressões sofridas ao duplo (nagual); Agressões ou perda do tonal; e influências nefastas de espíritos (ares).
Em relação a esse conjunto de patologias, os deuses representavam simultaneamente uma categoria de análise de causa e possibilidade de intervenção por sua intercessão. Tlaloc estava associado aos ares e doenças do frio e da pele (úlceras e lepra) e hidropsia; Ciuapipiltin às convulsões e paralisia; Tlazolteotl às doenças do amor que inclusive causavam a morte (tlazolmiquiztli ); Ixtlilton curava as crianças; Lume, ajudava as parturientes; Xipe Totec era o responsável pelas oftalmias.
Plantas e técnicas
O tabaco e o incenso vegetal (copalli) estava presente em suas práticas. Seus ticitl (médicos feiticeiros) em nome dos deuses realizavam ritos de cura com plantas que contém substâncias enteógenas ( Lophophora williamsii ou peiote; Psylocybe mexicana, Stropharia cubensis - cogumelos com psilocibina; Ipomoea violacea e Rivea corymbosa - ololiuhqui) que ensinam a causa das doenças, mostram a presença de tonal (tonalli), e agressões infligidas ao duplo animal ou nagual (naualli) os casos de enfeitiçamento ou castigo dos deuses.
Entre os remédios mais conhecidos estava a alimentação dos doentes com dietas a base de milho e ervas tais como: passiflora (quanenepilli), o bálsamo-do-peru (Myroxylon peruiferum L. f.), a raiz de jalapa, a salsaparrilha (iztacpatli / psoralea) a valeriana o cihuapahtli ou zoapatle (Montanoa tomentosa), empregado como auxiliar do trabalho de parto com seu princípio ativo análogo à ocitocina associado à purhépecha (Manzanilla - Matricaria recutita L.) ou equivalente, com suas propriedades sedativas, entre centenas de outras registradas em códices escritos dos quais nos sobraram fragmentos.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Astecas

Abraços mágicos.
Lua.

20 comentários:

  1. Confesso que gostei muito mesmo do post.
    Nunca fui muito ligado ao povo asteca, sempre me senti fascinado pelo antigo Egito, tanto que como sabes, já fui para lá.
    Mas, acho que o povo asteca tem uma história fascinante...
    Pena que costumavam sacrificar pessoas...

    Mandei um e-mail para ti.
    Espero que não pare no lixo eletrônico rs
    Beijos

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    1. As cultura antigas, são realmente fascinante.
      E a maioria tinha esse costume de sacrifício humano, mais acho que para ele, que já nasciam sabendo isso, era tão natural, como hoje para gente comer uma carne, rsrsrs

      E só para constar verifico os e-mail a página principal, a lixeira e o span, rsrsrs.

      Estou torcendo por você sempre,ok
      Beijos de alfazema.
      Lua.

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    2. Esta vendo como é bom expor os pensamentos?!
      Nunca tinha parado antesvpara pensar nisso.
      Realmente, pois u exemplo seria a vaca, que no antigo Egito não se comia, pois era sagrada.
      Gostei di seu ponto de vista!!!
      Beijis

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    3. Então na Índia a "Vaca" é sagrada, se comer você vai preso, rsrs.
      E tantas outras coisas que para gente é normal, para outra cultura é inadmissível.

      Te enviei e-mail, rsrsrsrs
      Beijos de cerejeiras.
      Lua.

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  2. Las palabras nacen en el jardín de tu alma
    como las flores brotan en el vergel de los sueños
    de pétalos transparentes besados por la tundra
    emanando fragancias que aromatizan mis oídos…

    Un abrazo de ruiseñor
    y un beso de mariposa
    para enarbolar una sonrisa
    en el arcoíris de esta mañana…

    María del Carmen

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    1. Amiga querida, que belas palavras que me presenteou.
      Não sei como agradecer tanto carinho.
      Que o Rouxinol te presentei sempre com belos cantos.
      Que as borboletas te brindam com as cores do arco-iris.
      Beijos solares.
      Lua.

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  3. Lua, como vai?!

    O meu pai era doido por conversar sobre as antigas civilizações.
    Ele tinha livros incriveis e adorava falar a respeito.

    Hoje, que coincidencia, conversava com meu colega de trabalho justamente sobre a incrivel capacidade de povos como este que construíram edificações admiráveis naquela epoca; foram capazes também de fazerem calculos precisos sobre astronomia e outras coisas mais. Por isso mesmo que ler sobre eles é assunto inesgotável. É para toda a vida.

    Bjs da amiga 100!

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    1. Amiga linda, a história é fonte inesgotável de sabedoria e conhecimento.

      Eu estou bem, espero que você esteja bem.

      Beijos de jasmim para amiga 100.
      Lua.

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  4. Lua espectacular artigo sobre os Astecas, que cultura tão rica.
    Desejo-lhe um resto de uma boa semana.
    Beijinhos de chocolate.
    Ana Maria

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    1. Agradecida querida amiga.
      Que sua 5ª feira seja espetacular.
      Beijos de magia.
      Lua.

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  5. Oi, Lua,Tudo bem??
    Sempre aprendo lendo seus post,amada!!Amei! Boa 4° feira!!E beijos no core!!

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    1. Agradecida amiga, tudo ótimo.
      Beijos de amora.
      Lua.

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  6. Gracia.
    Toda una bella ilustración y mensaje lleno de Sabiduría Eterna.




    Un abrazo.

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    1. Agradecida queridos amigos.
      Beijos de goiaba.
      Lua.

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  7. Boa tarde,
    Nós do blog Sensibilidade viemos agradecer sua visita, desejar uma linda tarde e ofertar a você nesse
    link abaixo um selinho que oferecemos aos nossos amigos,
    é simples mas de coração ...
    Espero que aceite !

    Deixamos pra você nosso afetuoso abraço !!!

    http://sensibilidadedeamor.blogspot.com/p/sensibilidade.html

    R&M

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    1. Amigos, agradeço o carinhoso presente e as belas palavras.
      Beijinhos de luz.
      Lua.

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  8. Lua: A civilização antiga tem lindas histórias e lendas.
    Beijos
    Santa Cruz

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    1. Seja bem vindo sempre Santa Cruz.
      Agradecida pela visita.
      Beijos de paz.
      Lua.

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  9. Olá,que blog super bacana,eu adoro Civilizações antigas,depois volto para ler um pouquinho mais..levo o link comigo.beijo...Lili.

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    1. Agradecida pelas boas palavras que me dedicou.
      Volte sempre.
      Beijos de cristais.
      Lua.

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Peço que se identifique, pois comentário ANÔNIMO é igual chamada restrita, você não sabe da onde vem e como retribuir.

Bençãos da Deusa.
Blessed be!!
Lua.