Minhas Canções.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia de Nanã - 26 de julho

Segundo historiadores a mais velha Yabá do panteão africano.

Cores: Violeta, azul e branco rajado, roxo, branco e palha
Comida: Taiobá (Prato a base de taioba refogada)
Saudação: Salubà
Domínio: Pântanos
Sua ferramenta: Ibiri
África
Divindade exclusiva da cultura Fanti-Ashanti, adotada posteriormente pela cultura yorubana. É a mais antiga yabá, originária da cidade de Late, em Gana. Nanã conserva consigo o segredo da criação do homem e da própria essência da vida, representando a memória transcedental do ser humano e seus antepassados. Sua origem lendária parece estar ligada aos povos que habitaram a África antes da chegada de Oduduwá. Por isso ela é a dona das águas paradas e dos pântanos, numa referencia às águas primordiais de onde Orunmilá criou a Terra. Nanã detêm o poder sobre os Eguns juntamente com Oyá e é a mãe de Xapanan.
Nanã é dona de um cajado, o ibiri. Orixá das águas paradas que mata de repente, ela mata uma cabra sem usar faca. É considerada o Orixá mais antigo do mundo. Quando Orunmilá chegou aqui para frutificar a terra, ela aqui já estava. Nanã desconhece o ferro por se tratar de um Orixá da pré-história, anterior à idade do ferro. O termo "nanan" significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra. Nanã tornou-se uma das Yabás mais temidas, tanto que em algumas tribos quando seu nome era pronunciado todos se jogavam ao chão. Senhora das doenças cancerígenas, está sempre ao lado do seu filho Omulu. Protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais. É um vodun, segundo alguns pesquisadores, originário de Dassa-Zoumé, é uma velha divindade das águas. Pierre Verger encontrou um Templo Dassa-Zoumé e o sacerdote do seu culto.
A área que abrange seu culto é muito vasta e parece estender-se de leste, além do rio Níger, até a região Tapá, a oeste, além do rio Volta, nas regiões dos "guang", ao nordeste dos Ashanti
Brasil

Nanã é cultuada no Candomblé Jeje como um vodun e no Candomblé Ketu como um orixá da chuva, das águas paradas, mangue, pântano, terra molhada, lama e considerada a mãe dos orixás Obaluaiyê, Iroko, Osanyin, Oxumarê e Yewá.
Nanã é chamada carinhosamente de "Avó", por ser usualmente imaginada como uma anciã. É cultuada em todo o Brasil nas religiões Afro-brasileiras. Seu emblema é o Ibiri que caracteriza sua relação com os espíritos ancestrais. Como "Mãe-Terra Primordial" dos grãos e dos mortos, Nanã poderia ser equiparada à deusa greco-romana Deméter-Ceres-Cíbele.
A existência do culto de Nanã é atribuída a tempos remotos, anteriores à descoberta do ferro, por isso, em seus rituais, não costumam ser utilizados objetos cortantes de metal.
O baobá ("Adansonia digitata L.", em iorubá ossê e em Fon akpassatin) é sua árvore sagrada.

O manguezal é um bioma essencial para a vida dos rios e mares, e essa Yabá é associada a esse meio, estão desejo toda a renovação e vitalidade de uma boa vida a todos.

Olorun Modupé.
Axé.
Lua.

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Bençãos da Deusa.
Blessed be!!
Lua.